Nos dias 18 e 19 de março de 2026 o Sindslembh participou, representado pela diretora Ivania Moraes e a servidora Leilane Paegle, do 3º Encontro Conacate Mulher (somos filiados a CONACATE – Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado), cujo tema era “Violência contra a mulher e a mudança para um futuro seguro”, em Curitiba/PR. Além dos debates e palestras que ocorreram, o evento resultou na redação da Carta de Curitiba 2026 que ratifica o compromisso da Conacate com a luta pela equidade de gênero e pelo fim da violência contra a mulher, principalmente nos espaços sindicais e institucionais.
A Conacate, reconhecendo o problema grave e sistêmico da violência contra a mulher, que tem sua origem em um modelo cultural que trata homens e mulheres de forma amplamente desigual, se comprometeu na luta para transformar a realidade, a partir da responsabilidade compartilhada. Nesse sentido, a Carta fez proposta de 8 moções, elencadas abaixo reafirmando seu compromisso com a construção de uma sociedade sem violência, na qual as mulheres possam viver dignamente, seguras e com igual acesso e oportunidades.
I. Inclusão do enfrentamento à violência contra a mulher como prioridade estratégica do Estado;
II. Fortalecimento da rede de proteção e atendimento às mulheres
III. Aprimoramento da aplicação das leis e combate à violência institucional
IV. Promoção de políticas de prevenção e educação para a igualdade de gênero
V. Incentivo à participação feminina nos espaços de poder e decisão
VI. Implementação e ampliação de programas de responsabilização e reeducação de agressores
VII. Engajamento ativo dos homens na promoção da equidade de gênero
VIII. Produção, transparência e qualificação de dados sobre violência de gênero.
Por fim, a Conacate afirmou acerca de suas ações internas para colocar em prática ações concretas para o enfretamento da violência:
- Implementar a paridade de gênero (50%) na composição das chapas e conselhos deliberativos das próprias entidades;
- Criar e financiar pastas específicas para o acompanhamento de denúncias de assédio e violência contra a mulher no ambiente de trabalho;
- Monitorar o destino de verbas públicas para garantir a execução real de políticas de proteção (como delegacias especializadas e casas de acolhimento);
- Organizar ciclos de debate exclusivos para o público masculino das entidades, focados na desconstrução de comportamentos machistas e na corresponsabilidade pela segurança feminina;
- Financiar ou produzir materiais didáticos sobre igualdade de gênero para distribuição em escolas públicas e unidades de serviço público;
- Estabelecer ouvidorias internas com atendimento humanizado para servidoras vítimas de violência institucional ou doméstica;
- Oferecer assistência jurídica gratuita ou subsidiada pela entidade para mulheres que buscam romper o ciclo de violência.
